quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nesse clima recente de Halloween, pensei que as pessoas deveriam ter batido à minha porta perguntando "Dura ou caroável?". Teria sido mais digno do que entrar rasgando tudo, como se aqui dentro fosse terra-de-ninguém.

Depois, ainda deixam os doces espalhados pela casa e pelo caminho, lembrando-me que, de certa forma, eles existem à custa de parte do meu sofrimento.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ali, indelicadeza é 3 por 1.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Você já dormiu tendo uma pessoa com saúde e acordou, na manhã seguinte, com a notícia de que aquela pessoa não mais estava com você? Já teve alguém arrancado de seu convívio de forma repentina, inexplicada, de aparência injusta?

Eu sim.
Ele nunca.

De início, dói.
Depois, pouco depois, a dor física se abre num imenso vazio, como se, ao dormir, tivessem-lhe aberto a caixa do peito e de lá tirassem um pedaço seu. Sobra o nada e o nada não dói. É (só) ausência.

A sensação era essa, até ontem, porque sempre sobra, nos primeiros dias (meses), a esperança de acordar de um sonho ruim. Mas aí vem novamente o egoísmo e destrói as poucas esperanças restantes.

Não houve promessa, desta vez, mas a expectativa foi criada e, claro, frustrada. Esperei por nada, por ninguém. Por não ter querido arriscar que um desencontro fosse por culpa minha, me permiti mais uma espera, mais curta, mas não menos dolorosa.

Só que hoje acordei com sorte, pensei, pois, só de imaginar as tão usuais palavras ao vento e os descompromissos para comigo que ainda viriam...


É isso. Somente agora, um mês, sentimentos brandos. Planos. Alvos. Perspectivas.

Agradeço o descaso, o egoísmo, a imaturidade. Não fossem eles, talvez eu me quisesse prender a você para sempre.

Então adeus, adeus para sempre, roseira!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Hoje foi um dia de matar saudades e de dar cabimento a novas. Muita felicidade embaixo do telhado de vidro.

Daquele lado, a vibração certa dos corações indiscutivelmente orgulhosos.

De outro, saudades do que já morreu e continua a ser morto com requintes de crueldade.
De tanto dizer-lhe em pensamento, ela ficou sem ter o que dizer.

domingo, 8 de novembro de 2009

Eles finalmente se cruzaram.
Ela pensou, por muito tempo, no que lhe diria quando isso acontecesse. Ele, provavelmente, fez o mesmo.

Trocaram olhares e, com esse mesmo olhar, fingiram não se terem visto.

Ele dobrou na primeira esquina, como de costume.
Ela continuou em frente, mas tornou a pensar no que diria quando tudo acontecesse novamente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quem tem um amor, ainda mais correspondido, tem sorte.
Já comentei com alguns que, quando tinha 12 anos e me apaixonei por um colega da escola, achei que a correspondência no amor era algo absolutamente difícil, pois "por que, com tantas pessoas no mundo, o alguém de quem gosto irá gostar justamente de mim?". Não entendia o lance da conquista, da sedução diária, do carinho e do respeito que se constroem principalmente nos olhares, nos silêncios.

Posteriormente, tive, sim, amores correspondidos. Alguns me foram oferecidos, mas eu, na minha cabeça de 15 anos, pensei que muitos outros apareceriam e não valia a pena me prender a nenhum.

Hoje, 8 anos depois, percebo o quanto é bom não ter um, mas váááááááários. Vários corações que te respeitam e fazem questão da tua companhia. Corações que, na ausência de um dia, no outro correm ao te ver na escada e te perguntam: "Mas hoje a gente tem aula, né?".

Então, por mais estressante que às vezes seja, não há nada melhor, nesse momento, do que contar com a espontaneidade de verdadeiros meninos, cujas purezas e malícias ingênuas completam o vazio deixado no meu peito. Até porque doer, mesmo, não dói. Mas o nada é sempre mais conflitante e, por isso, de aparência mais dolorosa.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Na noite anterior, da varanda, ela se viu surgir no horizonte sobre a Sé. Há tempos não se via daquela forma, mas não pôde deixar de se perguntar: quantos nomes mais ela terá, daqui pra frente?

Mas o importante, naquele momento, é que ela estava cheinha, cheinha. Pedindo, implorando, chamando toda a atenção do mundo para que olhassem para ela.

Se mais alguém notou, não se sabe. No entanto, de pouco adianta, pois ela continuará vagando soberana, no céu, no imaginário e nas lembranças daquele que um dia quis chamá-la assim.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quando as palavras começam a faltar, significa que os sentimentos também. Aliás, abre-se espaço para novos sentimentos.

O que sinto hoje é, talvez, algo antigo. Mas é uma pena não poder verbalizar, porque, nesses casos, um sonho que se sonha em conjunto não é, necessariamente, realidade.

Fico com ele, então, por enquanto, só pra mim.
Mas só por enquanto.

domingo, 1 de novembro de 2009

Vestido: R$ 175,00 com VISA.
Ingresso para Oktoberfest: R$ 25,00 com o dinheiro da mamãe.
Perder 8kg, passar a noite com os amigos e reviver meus 15-17 anos: definitivamente, não tem preço.


No entanto, assistir a Péricles Chamusca escalar e substituir um time com muitas falhas foi estupidamente caro.

Em vez de Arce, manteve Wilson.
Em vez de Fabiano, tirou Luciano Henrique.
Em vez de Fabiano, Hamilton para dar lugar a Ciro.

Apesar do gol, Wilson tem sido um cheira-bola de primeira e Fabiano é sempre uma promessa para bolas alçadas na área. Só promessa.

Mas é isto: enquanto as barbies se animam com uma vitória sobre o arquirrival, fico com a certeza de que seremos como bichos-papões, vindo puxar o pé delas a cada uma dessas últimas rodadas.
 

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