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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Se Deus realmente existe, não tenho dúvida de que escreve certo, por linhas tortas.

Vocês têm acompanhado, neste blog, desde o dia 15 de outubro, a primeira grande decepção da minha vida. Talvez não tenha sido a maior, mas a primeira das grandes.

Vinha pensando, desde setembro, nos versos de uma música pouco sutil de Alanis Morissette:
'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide

(You oughta know)
Sofri, inúmeras vezes, ao pensar que eu não era suficiente. Isso é muito triste. Podem ter certeza.

Sempre respeitei, porém, a nossa pouca idade, mesmo não tendo sido eu a primeira pessoa a plantar, na cabeça do outro, a ideia destruída com tamanha frieza e falta de consideração. E, por esse respeito aos seus "só 25 anos", deixei que a vida seguisse. (Estará mentindo quem disser que não.)

Como disse em Bonjour tristesse, esperaria o tempo necessário, por amor. Mas aí, outros versos de outra música tão clichê me vinham à lembrança: "Well I guess I'm not that good anymore / But babe that's just me" (Always, Bon Jovi). Sempre não-boa o bastante. Sempre.

Isso quase me consumiu, mas estar perto dos que amo e me amam foi mesmo basal.

E hoje estou aqui, por isto: Resultado FINAL - Mestrado em Linguística - PUC-MG.

Na tentativa pura e simples de fugir de Recife, acabei por encontrar caminhos que talvez não conseguisse, quando disposta a esperar. Se já valeria a experiência de ter ido a Belo Horizonte e ter-me permitido tentar, vale muito mais agora, por ter ido, conseguido e, melhor, em 1º lugar.

E, pra encerrar esta postagem, talvez a melhor tradução:

Chorei, não consegui esconder, todos viram.
Fingiram pena de mim, não precisava.

Ali onde eu chorei, qualquer um chorava.
Dar a volta por cima, MEU BEM, quero ver quem dava!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Chegou ao fim a última etapa. A entrevista, em si, não posso dizer que foi um sucesso, mas digo porque, antes de fazer a primeira pergunta, um dos professores comentou:

- Bom, Ana, nós gostaríamos de comentar sobre a sua prova. Aquela questão sobre a linha de pesquisa que você escolheu foi muito boa. Muito bem articulada. Muito mesmo. Parabéns.

- Obrigada, professor!

*O detalhe é que esse professor é um dos autores do texto de referência para responder à questão. Ou seja: agradei ao autor nas considerações que fiz.

Bem, depois eles fizeram algumas perguntas e, até onde pude perceber, havia neles um riso no olhar, de satisfação. (Mas também pode ser que eu quisesse isso e, por isso, assim vi.)

No geral, acho que estou no páreo.
Pensamento positivo, claro, mas sem criar grandes expectativas. Afinal, só o fato de ter chegado até aqui, depois de setembro e outubro tão difíceis, já valeu a pena.

**Deixei de lado a modéstia nesta postagem, porque eu estou merecendo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Solidão...
Que poeira leve
(...)
Na vida, quem perde o telhado,
Em troca, recebe as estrelas
(Tom Zé)

Hoje, dei-me conta de que as estrelas do Brasil são muito mais bonitas que as estrelas do mundo. Afinal, as estrelas do mundo não são, assim como o Tejo, as estrelas do meu Brasil.

Belo Horizonte, de repente você é a porta que me abriram ao fecharem uma janela. Ainda mais hoje, 22, quando seriam 5 anos e 4 meses e tenho a lembrança de terem sido esquecidos por muito menos e por dinheiro.

E, amorzin, prepare-se para me receber, porque eu estou total disposta a aquecer o seu cantinho.
Sua companhia sempre ideal vai ser o pulo do gato! :)
 

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