sexta-feira, 27 de novembro de 2009

E, se a felicidade transborda, como a gente faz?
Deixa transbordar? :)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Saiu no Jornal do Commercio, ó!
Por isso, agora, só quero saber deste presente que bate todo dia à minha porta, me chamando pra viver.

*Adoro*

Uma aposta no futuro
Publicado em 08.11.2009

Desisti de contar, faltam dedos para enumerar, os casais que conheço e que se separaram, temporariamente, com a melhor das intenções. Para, logo em seguida, se separarem com a pior das intenções: nunca mais querer estar. São casais que resolveram se distanciar ao aceitar trabalhos em outros Estados, estudos em outros países, mais grana em outras cidades, grandes sonhos em novas capitais. Um “vou ali e volto já em nome de nós dois”. Que melhor intenção pode existir do que aquela que pretende apostar no futuro? Quem há de esbravejar contra o futuro? É o futuro, afinal, que nos faz construir, que nos impede de cortejar o abismo das atitudes momentaneamente sedutoras, porém vazias.

Quando vivemos permanentemente num suposto tempo futuro aguentamos os maiores desaforos do tempo presente. Tudo em nome da promessa de “casinha feliz para sempre num futuro não muito distante”. Infelizmente, os casais que assim pensaram – salvo raras exceções – não contaram com a astúcia e a flexibilidade dessa variável chamada tempo e, é verdade, foram muito mais corajosos (ou seria, otimistas?) do que manda o manual pelo qual parece se guiar a vida real.

Não é um manual muito inteligente esse que rege as coisas do coração. É, antes, um amontoado de clichês, uma espécie de sabedoria oral, repetitiva e certeira, que é transmitida pelas nossas avós às nossas mães e que nós, na típica ousadia daqueles para quem o presente parece ser um futuro permanente, ousamos desafiar. “O amor não tolera a distância”, diz uma dessas regras de ouro. A verdade contida nesse enunciado está no fato de que toda ausência é atrevida em sua coragem de subsistir sem o outro, na sua empáfia de chope sozinho em mesa de bar. A distância é uma senhora mentirosa, ela zomba de nós acenando com tudo e não nos dando nada do que prometeu. E a distância não é apenas geográfica, ela é também representada pelos planos de vida que tomaram direções opostas.

Vi casais maravilhosos se separarem pela simples não observância dessa sabedoria popular: para eles, não deveria existir um futuro que não o agora vivido intensamente. Casais que se separam para construir um futuro-mais-que-perfeito normalmente naufragam antes da chegada ao indefinível porto seguro. E quando, por acaso, lá chegam, veem que é apenas uma escala antes da próxima viagem. E o motivo é muito simples: o tempo porvir é uma mera abstração, que não podemos balancear tal e qual um orçamento doméstico. Ele será o que será.

O futuro, nessa perspectiva, passa a ser quase um filho pra gente. Acalentamos ele junto ao peito, nutrimos e esperamos que ele cresça para nos resguardar mais adiante. Ficamos tão desapontados quando ele nos joga no asilo dos relacionamentos fracassados.

Há casais que não se amam mais e amargam um vida inteira juntos esperando o futuro de uma velhice sem emoções. Para eles, o vale-seguro que está em jogo é a garantia de que alguém há de querê-los quando nenhuma outra explicação racional (e material) assim justificar. Quando uma das partes quebra o contrato tácito é rotulado como “ingrato”. Devíamos escrever esta cláusula logo de uma vez.

Há casais que se amam muito, mas topam a separação – momentânea – para garantir a mesma fantasia com base no futuro, só que com hipotético final feliz. O futuro passa a ser uma terceira pessoa entre o casal. Personagem que, diga-se de passagem, não existia quando o casal era puro desejo adolescente de apenas “querer respirar o mesmo ar que o outro”. A ansiedade pelo futuro chega com o casamento, os filhos, a responsabilidade, a obrigação de apostar no que não é efêmero. Como se efêmeros não fôssemos todos nós, por definição. Eu vi o desamparo no olhar desses casais, reféns de sua própria decisão. Ao apostar no futuro, deixaram de jogar seus dados no presente. Trágica e fatalistamente perderam, justamente, o futuro, essa coisa que pode existir ou não.

Disponível em: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/11/08/col_35.php
Acesso em: 25/11/2009, às 23h31

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ela quis que o mundo soubesse o quanto sofria.
Não se deixou solitária nem por um segundo, para que sequer a menor angústia lhe ocupasse um neurônio em pensamento.

E foi, ao dividir tanta amargura, que encontrou um bem-querer. Alguém que lhe mostrou ser possível subir num ônibus com calor e descer com uma nova e fugaz paixão.

A partir de agora, consciente de toda efemeridade de todos nós, por essência, ela faz saber: não seja imortal, posto que é chama, mas que seja fullgás enquanto dure.

domingo, 22 de novembro de 2009

Quem lembra aquela propaganda em que dois fetos conversavam:
- Será que existe vida após o parto?
- Hmmmm... não sei! Nunca ninguém voltou pra contar.

Quem lembra?

Sempre me perguntei por que a preocupação de muitos humanos é saber se há vida após a morte. A isso não posso responder, pois não morri ainda (!). Aliás, isso aqui é para dizer que eu descobri que há vida, sim, após muitas coisas.

E eu estou viva.

Obrigada! :*

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quem foi mesmo que disse que a fila do lado sempre anda mais rápido? :)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Agora invadem o peito aquele desejo e aquela dúvida adolescentes. Esse friozinho na barriga, de quem esqueceu a timidez diante do novo, pula pelos poros e dá a tudo isso um sabor especial.

A sensação é ambígua, como eu, mas nada mais adequado que os duplos sentidos para, naquele lugar-tão-comum, "acender um coração".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Então eu te disse que o que me doíam eram essas esperas, esses chamados que não vinham e, quando vinham, sempre e nunca traziam a palavra e, às vezes, nem a pessoa exata. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse.

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Agora ele saiu de cena, para outro alguém poder entrar.

A decisão não foi assim tão fácil, mas me deixou mais leve e, provavelmente, mais livre para deixar ocuparem o espaço que começa a ficar disponível mais uma vez.

domingo, 15 de novembro de 2009

Minha querida Maga (vulgo Rebeca) me disse, há pouco, que não iria para esse show nem que lhe pagassem. Paguei somente R$ 5,00 e fui. Ainda bem, porque não tenho tido o direito de negar diversão com os amigos mais queridos (se é que algum dia eu tive).

Mais uma vez, mesmo nas músicas poeticamente menos interessantes, os versos se destacaram e desmitificaram alguns sentimentos pouco agradáveis.

Primeiro, Os Paralamas do Sucesso, com a imagem vitoriosa de Herbert Vianna e todo aquele som que nos faz lembrar bons e velhos tempos.

Depois, aí sim, Skank, para me fazer lembrar que "bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou." Só que, agora, não espero mais resposta.

*Show de Os Paralamas do Sucesso e Skank, no Chevrolet Hall, sexta-feira (13/11).

sábado, 14 de novembro de 2009

Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E, sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.

Caio Fernando Abreu
 

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