quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A cabeça diz: "Vai!"
Mas o coração insiste em não querer arrumar as malas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go
'cause I'm leaving on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go

(...)

Then close your eyes
And I'll be on my way
Dream about the days to come
When I won't have to leave alone
About the times when I won't have to say...


domingo, 24 de janeiro de 2010

Quando a gente acha que tudo está bem morto, quase frio, descobre que ainda falta mais um pouco para matar.

Hoje, ao som de A outra letra q, revivi um passado bom, um breve passado ruim e vislumbrei esse presente em construção.

Obrigada, Biuzão! Você é mesmo um querido e essa dedicatória pode ser sem importância pra muita gente, mas me ajuda a cicatrizar essa ferida que insiste em não sarar.

:*

A outra letra q - Posso
Livraria Cultura, em 24/01/2010

Se, ao final da noite, minhas pernas ainda me obedecessem, eu teria corrido ao seu encontro, para continuar mergulhada naquele abraço tão bom. Juro que teria.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Talvez eu fosse aquele soldado que se entregou à espera da injusta princesa, até optar por si.
Mas penso que, lá dentro, em seu castelo, a princesa não é de todo má e também se tenha entregado a uma espera. Só não soube ainda, por isso, olhar pela janela.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eu adoro as sugestões de amigos do Facebook. (Y)
Se ele soubesse que eu não queria nem virtualmente mais...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eu ainda me surpreendo com coincidências!
Em 9 de outubro de 2006, em meu falecido fotolog, postei um sorriso dele, dos meus preferidos. Qual a legenda da foto? ahahahahahahaha


*Pra quem não sabe, 9 de outubro de 2009 foi o dia em que eu tomei aquele tal de avião e, chegando ao destino, não recebi sequer aquele aperto de mão.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Numa de minhas noites insones, conversava com um amigo sobre como são tristes os fins. Gostei de uma sequência de adjetivos utilizada por ele, ao descrever o que lhe ocorrera também recentemente: tranquilo, mútuo, definitivo. De imediato, acrescentei-lhe sobre o meu: desumano, desigual, unilateral, definitivo.

Não sei se é, mas é impressionante: por mais que tente me desvencilhar dessa conversa, sempre acabo chegando a ela. É uma espécie de Roma, pra mim.

E meus sentimentos são tão confusos... (!)

Acho que, no fundo, de forma bem honesta, eu só queria que ele desse uma bola dentro. Só uma!
E ele bem que se esforça, mas...

O lado bom é que eu sofro, mas me divirto e me inspiro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vinte e poucos anos estavam sentados na cadeira à sua frente e havia tempo que ela não desfrutava de tão boa companhia. Desacostumada, não sabia onde punha as mãos - e segurar o copo insistentemente faria dela, no mínimo, deselegante.

Ao perceber seu relativo descompasso, recaiu um braço sobre o encosto de sua cadeira e acabou por despertar nele, maliciosamente, um sorriso.

Falaram de quando e como se conheceram.
Lembraram amigos em comum.
Riram juntos das besteiras adolescentes que diziam.
Contaram o que faziam, os sonhos, as dúvidas que tinham.

E, naquele dia, afinal, tiveram o direito a uma alegria fugaz.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ela ensaiou esta postagem em primeira pessoa.
Não deu.

As primeiras pessoas são sempre egoístas e plural de modéstia não caberia aqui, quando, para ela, um "nós" diz tanto.

A questão é que lhe vieram falar de cordialidade! E ela pesquisou:

Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa,

cordialidade
substantivo feminino
1 qualidade de cordial
2 manifestação explícita de afeto e simpatia
Ex.: recebeu-o com viva cordialidade.

Gostou, particularmente, da segunda acepção. Não pelo afeto ou simpatia, mas pelo caráter de tornar explícito.
Pensou, pois, que cordial teria sido um abraço quando voou ao seu encontro, ou um telefonema no meio da semana, enquanto ainda se pertenciam um ao outro, mesmo que implicitamente.

Cordiais teriam sido tantas coisas! Tantas! Mas tudo era "tanto", que tornou pesada toda manifestação de carinho a quem um dia se lhe doou sem titubear.

E tanto que ela avisou... as palavras machucam!
Um "pelo menos" não é algo que se diga assim, sem pensar. Quando disse para não escolher as palavras, disse do mais fundo do coração, mas ela não tinha ideia do quão superficiais eram os sentimentos que ele ainda tinha.

Mas ele, pelo menos, lhe desejou parabéns. Pelo menos!!! (Só se esqueceu de todo o resto, pensou ela.)

Desse jeito, ela não se cansará de insistir que ele não se importa. Afinal é muito fácil dizer isso quando a superação está em estágio avançado.

Então, para cada cordialidade sem importância, ela lhe dará, sim, um tapa, pois o que ela sofreu por ele dá a ele o dever de oferecer a ela a outra face, para que ela lhe bata quantas vezes forem necessárias, até exaurir a sua dor.
 

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